Michel FernandesComo dia 20 de novembro é a data em que comemoramos o dia da Consciência Negra - como se a diversidade não devesse ser celebra todos os dias, ainda num país, felizmente, miscigenado como o nosso Brasil - quero render minhas homenagens a todos os negros, afro-descendentes para ser políticamente correto, por meio de um personagem, Edson Jr., negro e , acima de tudo, meu MELHOR AMIGO.
Nossa amizade tem uns 8 anos e meio, mas, pra quem acredita em outras vidas como eu acredito, deve fazer uma dúzia delas em que nos encontramos repetidamente. Não temos atração, desejos sexuais mútuo e mal-resolvidos, embora algumas pessoas acreditem que rola algo entre nós, tamanha é nossa cumplicidade. Mas não: o que há entre nós é a mais terna, a mais reconfortante, a mais bela AMIZADE genuína.
Dentre nossas afinidades culturais, sensibilidade à flor-da-pele, gosto pelas mesmas cantoras e pela MPB como um todo, o gosto por literatura, por teatro, espetáculos de dança - nesses quesitos nossa cumplicidade é tal que sabemos o que agrada a um e ao outro, sendo-nos garantida a apreciação daquilo que o outro indica -, entre outras, acredito que a que dá a solidez de nossa amizade é a forma como conduzimos nossa vida: grávidos de sonhos, parteiros de nosso progresso e um combate - mesmo que um precise, alternadamente, confortar o outro de decepções - feroz àqueles que não sabem ou não ousam - por medo ou preguiça - a enxergar o que é diferente com curiosidade e não com idéias pré-concebidas.
Acredito que a riqueza de nossa vida tenha aí um centro. Temos consciência não só de que existem cores de pele diferentes, tipos físicos diferentes, deficientes físicos etc., mas de que é mais interessante descobrir do que repudiar as diferenças sem nos darmos a chance de conhecê-las.
Outro ponto de união é nosso ideal de vida, a paixão pelo que fazemos, o prazer de conquistar nosso espaço aos poucos, com todo nosso suor, mas a gente aprendeu que o que nos fortalece são os obstáculos que trombam com a gente no meio do caminho.
Viva a diversidade e viva a amizade!
P.S. : Há uma nova crônica do Saulo Krieger no Aplauso Brasil que faz um delicioso relato de como algumas restrições de usuários em sites de relacionamentos camuflam a oportunidade de ver além dos esteriótipos do que definem como requisito básico. Vale ler!